segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Designer? Que é isso?




Outro dia eu estava sentada na mesa de um bar com vários amigos, amigos de amigos e amigos dos amigos do meus amigos. Aí um sujeitinho engravato me perguntou:


- Sou contador. E você o que faz?

- Eu sou designer!

- Ah você faz desenhos né?

- Não.

- Então o que faz?

- Faço layout de site.

- Layout? O que é?

(queria responder, é algo que vc não sabe o que é e que eu não estou afim de explicar)

- De acordo com a wikipédia é um esboço mostrando a distribuição física, tamanhos e pesos de elementos como textos, gráficos ou figuras num determinado espaço. Pode ser apenas formas rabiscadas numa folha para depois realizar o projeto ou pode ser o projeto em fase de desenvolvimento. (não poderia arranjar explicação melhor)

- Ah então vc brinca de organizar as coisa?

- E você brinca de fazer contas?


Ser designer tem que ter talento e principalmente paciência! (rs)



História mera mente ilustrativa.



Paz a todos!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Um pouco mais de Paciência

Florescer
(artista desconhecido)




E eu fico aqui pensando: Por que será que as pessoas são tão grossas? Sabe às vezes elas são grossas sem noção. Aí depois ficam com raiva quando você some. Acho que se você quer ser bem tratado, tem que tratar bem. Pois quando não tratamos bem, podemos receber o mesmo tratamento.


Um dia desses estava pensando em alguém que a muito tempo não via e como uma boa amiga resolvi mandar uma mensagem. Esta pessoa estava meio estressada e talvez tenha descontato em mim. Eu teimosa do jeito que sou perguntei se ela não queria conversar sobre o assunto, ou talvez até conversar sobre outras coisas para destrair a cabeça. Afinal, somos amigas a muito tempo. E você acredita que só o que escutei foi um "não tô afim". O que faz uma pessoa responder assim outra, sem mais nem menos. Tudo bem ela estava estressada, mas não custa nada ser pelo menos educado.
Como diria Leline em uma de suas músicas, "A gente espera do mundo, o mundo espera de nós, um pouco mais de paciência". Sim, eu tive paciência de dizer depois desse "não tô afim" estúpido alguma coisa como: Todo bem! Desculpa qualquer coisa. Depois a gente se fala!". Mas nem sempre as pessoas tem paciência com as outras. Às vezes percebo que muitas pessoas não dão a devida importância para aqueles que o querem bem. E quando percebem que o mogoaram, pois a pessoa não volta, aí acham que é o momento de se desculpar. E eu fico pensando: Será que não é tarde? Talvez para mim nunca seja tarde, eu sou uma pessoa que acredita que as outras mudam, mas não me venha tratar mal, não gosto disso. Acho que desrespeito não combina com nenhum tipo de relacionamento. E quem me mostrou isso foi um alguém bem importante para mim. Que com toda paciência me fez enchergar isso. Espero que um dia possa fazer o bem que fez.


Fica aí a dica: Nunca trate mal alguém. E se você perceber que tratou mal, pessa desculpas sem pudor. Ninguém merecer ser tratado mal. E tratando bem um alguém que te tratou mal, você só vai receber no mínimo RESPEITO. Por isso, tenha um pouco mais de PACIÊNCIA!


Paz a todos!





terça-feira, 22 de julho de 2008

Enganada pelo Dick Vigarista


Dick Vigarista e Muttley (ou Rabugento)



Tudo começou com uma piadinha:

- Mas você é muito rabugento mesmo!

- Quem o cachorro?

- Não o Rabugento é o dono do cachorro!

- Lógico que não é , o cachorro é o Rabugento!

- Mas eu assiti este desenho no sábado, e o dono do cachorro chama ele de Muttley.

- Pensamento malicioso - Uhmm é hoje que eu recebo de volta meu dinheiro - Então vamos fazer o seguinte, vamos apostar.

- Vamos, eu tenho certeza que o nome do dono é Rabugento, ele reclama o tempo todo.

- Quer apostar?

- Quero?

- Quanto?

- Nem vou falar o valor que eu sei que vou ganhar! Vai ser covardia!

- Tudo bem 50 reais?

- Então está apostado.

- Sério?

- Sério!!!!!

- Você vai procurar na internet?

- Vou até imprimir para você ver!


E aí eu perdi 50 reais. Foi assim, fácil. Tudo porque o Dick Vigarista é o maior dos vigaristas! O nome do cachorro é Muttley, inclusive o Dick só chama ele assim no desenho "Pegue o Pombo". Sabe aquele que começa com o Dick RECLAMANDO: "Peguem,segurem,amarrem,capturem,mas peguem o pombo AGORAA!" . Pois é. Aí o que acontece? A gente descobre que o nome Muttley traduzido para o português virou Rabugento! O que não tem nada a ver. Mas fazer o quê?


Fica aí para vocês uma dica muito boa, quando for apostar alguma coisa esteja com o computador ligado e a página do google aberta. Assim vocês nunca irão perder uma aposta!


Paz a todos!
=)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Foi assim...

Chris Sanders
(ilustrador do filme Lilo Stitch)





Foi assim... Eu vi um blog e me empolgei! E resolvi voltar a escrever... Mas vou escrever sobre coisas, coisas que ás vezes passam batidas.



São 13:13h, nossa que coincidência, e estou atrasada para o trabalho, não almocei ainda, mas resolvi vir aqui, antes. Por que? Bom! Tudo porque sábado estava andando por um dos shoppings de minha cidade, diga-se de passagem é a única coisa que tem se para fazer aqui, e vi 4 adolescentes conversando. Na verdade duas meninas tagarelando e dois meninos morrendo de vergonha. Uma delas bem magra, tinha tinta loira no cabelo e parecia ter uns 14 anos. O outra era mais cheinha , morena e parecia ter uns 15 anos. A loira dizia que estava cansada de parecer bonita demais e ser acediadas por seus amigos. A morena reclamava por não beijar tanto na boca. Mas o que me chamou atenção foi que os meninos, os dois morenos, que pareciam ter uns 15 anos, olhavam para elas com vergonha e sem saber muito bem o que falar depois desses comentários. Eles pareciam estar em outro mundo. As meninas, mais atiradas conversavam alto e rim muito até que a loira bagunçou o cabelo e disse: - Meninos o que vcs acham, estou sexy? - Eles ficaram sem graça mais uma vez e disseram bem baixinho: - Sim. - E ela sem muito o que falar disse: - Acho que estou parecendo alguém que acabou de DAR.



Eu fiquei pensando comigo: Nossa eu com meus 20 tantos anos, nunca pensaria que estava parecendo alguém que tinha acabado de dar. Mas olha como é a vida. As adolescentes estão tão saidinhas que parecem um bando de, como diria Leline em uma de suas música "meninas, mini xotas, mini putas, de pequeninas tetas nos decotes ".



E fica minha dica: Ser vulgar, não tem nada de sexy. É tão difícil hoje vc ver uma mulher realmente sexy.
Paz a todos!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Olhar

Fotógrafo: Cezar Valois

"O olhar não é forçosamente face do nosso semblante, mas também a janela através da qual supomos que ele nos espia... o objeto diante do qual o sujeito se torna objeto." __Jacques Lacan__

Decidi começar com uma citação de Lacan no qual se pode perceber um certo ter que existir como objeto, para ser percebido. O olhar muitas vezes falho nos mostra objetos que na realidade não existe. Então até aonde o que se vê é verdade? E até aonde o que não se vê é mentira? Olhar é o ato de perceber pela visão algo existente, ver. Mas será que o que não é visto pode ser percebido? Trago esta discussão para entender um pouco sobre o que realmente importa em nossas vidas.

Tenho comigo que perceber algo, torna-o mais visível do que poder vê-lo. E que o ato de ver algo o torna só menos atrativo. Quando desconhecemos algum assunto, vamos atrás de respostas para termos certeza de que, o que se pensa, é o certo. Porém nem tudo pode ser provado - neste caso, provado com provas concretas e visíveis - pois nem tudo é visível aos olhos. O fato aqui intrigante é que neste caso ver supõe uma distância, mas que torna o sujeito mais próximo do objeto visto. Darei um exemplo simples para entender melhor. Quando queremos nos perceber melhor, para entender um pouco mais sobre nós e podermos crescer com esta auto-avaliação, nos distanciamos do nosso modo de olhar para começarmos a nos observar como o outro nos observa. Isso é, nos distanciamos de nós para entendermos o nosso "eu". O que podemos entender com isso é que nem temos várias formas de olhar. Um olhar pode ser visível ou invisível ao olho. Depende do que se procura. Porém ver só é possível com os olhos, o que pode retardar um crescimento invisível no ser.

Para continuar a divagar sobre o olhar, citarei um texto de Clarice Lispector, que me ajudará a chegar ao foco da minha questão - não uma questão sintática, ou simbolicamente significativa, mas uma questão existencial e talvez até ocasional.

"E nesse mundo que eu estava conhecendo, há vários modos que significam ver: um olhar o outro sem vê-lo, um possuir o outro, um comer o outro, um apenas estar num canto e o outro estar ali também: tudo isso também significa ver.” __Clarice Lispector__

Clarice refere-se claramente ao “ver” como o ato de perceber as coisas, sejam elas sensíveis ou não aos olhos. Independente do medo que se pode ter, um dia é preciso compreender o desconhecido, sem a ajuda do que é visível. Meu sentimento de medo só me faz sentir mais a presença do perceber em minha vida. É como se eu não precisasse vê-lo para olhá-lo, é como se eu só precisasse saber que está ali para poder perceber que uma parte do seu ser quer ser minha. Estes vários modos de olhar só me fazem entender que o que sentimos é bem mais real que qualquer coisa que possa ser visto. Mas que isso tudo só pode ser real para quem sente, para quem percebe o invisível sem se preocupar com o visível.

Perceber-se, perceber o outro é só uma das formas de viver. Esta decisão da percepção da própria vida, só pode ser tomada por quem percebe e sente o que não é real, mas o que é real no pequeno extremo do seu próprio coração.

Paz a todos!

terça-feira, 11 de março de 2008

Devaneios da Little Apple - LEI da ILUSÃO do "amor"

Representação simbólica do que é o amor


Foi lendo sobre o que as pessoas pensam sobre o amor que resolvi escrever sobre ele. Não poderia deixar de lado a pessoa que me inspirou, na qual terá participação direta no meu novo texto sobre o amor.

Como já diria Cazuza "Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom" é assim que vejo as pessoas de nossa época se relacionarem. Para mim é muito simples explicar esta afirmação. Buquês de rosas colombianas, cartas quilométricas com duas palavras, com declarações de amor, músicas escritas, cantadas e até gravadas, palavras confortantes e de amor muitas vezes faladas sem nenhum pudor, diria até jogadas sem nenhum afeto, podem retratar o que tenho vivido. Parece-me que tudo é feito com um ar de desespero, é como se tudo se resolvesse após encontrarmos O tão falado e clamado “amor da minha vida”. Mas o que muitas pessoas não entendem é que o “amor de suas vidas” passará por muitos momentos ao seu lado, sejam eles tristes ou alegres, este “amor” acompanhará sua vida como se fosse dele, sonhará seu sonho como se fosse dele e muitas vezes os verá como um só.

Não estou querendo dizer que temos que ter alguém perfeito do nosso lado, muito longe disso, pois até os defeitos farão toda diferença na grande jornada de suas vidas. Discussões aconteceram, porém todas carregadas com um sentimento de equilíbrio, isso é, vocês terão conversas que os farão pensar sobre seus atos e muitas vezes os encaminharão para a evolução do seu próprio ser.

Eu sei que é muito fácil eu chegar aqui e escrever tudo isso, dizer coisas que não fazem parte da minha vida; acreditem ou não, eu pensei mil vezes antes de dizer que todas as provas ou promessas de “amor” que recebi soaram como maluquices de pessoas que estavam simplesmente com medo de ficarem sozinhas. Acho que a frese que se encaixa perfeitamente no que sinto ao ver algo parecido com “promessas malucas” vem do texto “O compromisso de ser eterno” de Daniel Wills (me perdoe se não foi isso que quis dizer) que diz: “Declaramos, declaramos, mas nunca nos preocupamos com a produção de nossas promessas, que geram buracos vácuos entre nós e os outros, e entre nós e nós mesmos”. Sim, buracos vácuos, é tudo o que resta depois. È como se tudo aquilo vivido tivesse sido jogado num buraco vácuo e junto com todas as provas e promessas você fosse jogado junto. O respeito pelos seus sentimentos, o carinho, ou um simples olhar de ternura some num piscar de olhos. E aquele que era o “amor de sua vida” passa a ser mais um desconhecido qualquer que esbarra e finge que não te vê.

É triste dizer isso, mas quero saber qual foi a pessoa que nunca sofreu deste mal. E por favor, não venha me dizer que não aconteceu com você, comigo já, várias vezes e talvez seja por isso que o amor tenha um novo significado para mim.

Posso estar muito errada em tudo que estou escrevendo, não tenho certeza do que penso e espero nunca ter, pois acho que tudo muda com o tempo, e o que penso hoje pode não ser o que pensarei amanhã, estamos em constante mudança. Mesmo não sabendo se tudo é certo digo que para mim o amor não tem gosto de ilusão, nem cheiro de rosas colombianas, não tem som de promessas doces, não tem cara de provas e declarações de “amor” e nem sensação de desespero. O amor tem gosto de companheirismo, tem cheiro de gente, tem som de choros, suspiros e risadas, tem cara de carinho e sensação de proteção.

Não me venha com todas estas falsas “promessas malucas”, não se dê o trabalho de mudar minha vida com algo que se vai. Isso tudo não me comoverá se junto não vier o companheirismo, o respeito, o querer bem, o querer fazer parte da minha vida e o querer sonhar e crescer comigo.

Dificuldades, passaremos sempre, mas quando temos amor pela vida entendemos que tudo que acontece, acontece para aprendermos alguma coisa, mesma que esta coisa pareça pequena.

Não sei você, mas eu só quero ter o direito de poder realmente amar, sem medos, angústias ou aflições.

Paz a todos!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Cérebro Eletrônico

Leitura Teatral

"A leitura enriquece os pensamentos pobres. Ela irriga e mente com pensamentos elaborados e palavras corretas, fazendo com que tenha um ótimo raciocínio lógico. E tenha também um pensamento crítico diante das informações manipuladas que são vomitadas diretamente para seu cérebro pelos meios de comunicação em massa."

A uns 6 anos atrás, Marisa Monte já escrevia sobre a caixinha que educada a população mundial, a TV. A música é "Cérebro Eletrônico" e sua letra é uma crítica sobre a falta de senso crítico que as pessoas tem ao assistir televisão. O mundo absorve tudo que vê e ainda acredita ser verdade. Não podemos dizer que é mentira o que eles dizem, mas que há uma manipulação voltada para o sensacionalismo, isso sim eu afirmo.

O livro foi esquecido. Hoje ter livro em casa é uma questão de decoração. Com certeza você conhece uma pessoa que nem se quer sabe falar, mas tem praticamente uma biblioteca particular para parecer mais "CULT" (gíria que define pessoas que consomem a cultura). Diferente do que muitos pensam, é ridículo ter livros e não saber do que eles falam. Se você não gosta de ler, ao menos não acredite ser verdade tudo o que se vê na TV.

Trecho da música Cérebro Eletrônico:

O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Mas ele é mudo
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda
Só eu posso pensar
Se Deus existe
Só eu posso chorar
Quando estou triste...